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Nem pela sua mãe você deve entrar no juro do cheque especial!

Gesner Oliveira

11/05/2018 16h58

O Dia das Mães é a data mais importante para o varejo no primeiro semestre, movimentando quantia estimada de R$ 9,4 bilhões em vendas. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a previsão é de que, no Dia das Mães de 2018, o varejo tenha o melhor ano desde 2014, com um aumento das vendas do varejo de  6,1% em relação a 2017.

As mães têm motivo para esperar homenagem mais generosa neste domingo. Segundo a FGV, os brasileiros estão mais dispostos a comprar presentes neste ano. O indicador que mede a intenção de gastar na ocasião subiu 9,9 pontos em 2018. Melhor desempenho desde 2014.

Menos pessoas declararam que irão reduzir os gastos, passando de 44,6% para 37,1%. Já o percentual de indivíduos que indicaram que gastariam o mesmo valor aumentou de 51,3% para 56,5%. Além disso, o  endividamento das famílias diminuiu para todas as classes de renda, na comparação com o período de abril 2016 a abril 2017.

Segundo o IBGE, o comércio varejista brasileiro cresceu 0,3% em março, beneficiado pelas vendas no segmento de tecidos, vestuário e calçados.

Na comparação com março de 2017, o volume de vendas do comércio avançou 6,5%, a 13ª alta seguida e o melhor resultado desde 2014. Já no acumulado de 12 meses, o comércio cresceu 3,1%, maior avanço desde novembro de 2014, quando subiu 2,6%.

A inflação baixa, juros em queda, melhora da confiança e uma modesta recuperação dos mercados de crédito e trabalho sugerem que as mães não ficarão desapontadas neste domingo. Pelo menos o pior do período de vacas magras já passou.  Ninguém quer ser filho ingrato, mas nem para agradar a mãe a gente deve entrar no juro rotativo do cartão de crédito e muito menos no do cheque especial.

Sobre o autor

Gesner Oliveira é ex-presidente da Sabesp (2006-10), ex-presidente do Cade (1996-2000) e ex-secretário de Acompanhamento Econômico no Ministério da Fazenda (1995) e ex-subsecretário de Política Econômica (1993-95). É doutor em Economia pela Universidade da Califórnia (Berkeley), sócio da GO Associados, professor de economia da FGV-SP e coordenador do grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV. Foi eleito o economista do ano de 2016 pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB).

Sobre o blog

Você entende o que está acontecendo agora na economia? E o impacto que a macroeconomia tem sobre sua vida? Quando o emprego voltará a crescer? Como a economia impacta sobre o meio ambiente? Vale a pena abrir uma franquia? Investir em ações da Petrobras? Este blog se propõe a responder a questões desse tipo de maneira didática, sem economês.

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